Gravidez, Maternidade, Saúde

A importância do DHA para a gestante e o bebê

O DHA (docosa-hexaenoic-acid ou ácido docosa-hexaenoico) é um nutriente que não pode faltar na alimentação da gestante, bem como das crianças. Trata-se de um ácido-graxo do tipo ômega 3, presente em altas quantidades em peixes de água fria (salmão e saradinhas), leite materno e gema de ovo.

O assunto é novidade entre as famílias, mas especialistas estudam o nutriente há dez anos. Segundo médicos, o DHA ajuda no desenvolvimento cerebral e melhora a visão de crianças, bem como é extremamente importante nos primeiros meses de gravidez.

Com isso, o DHA se torna uma importante nutriente cerebral, pois atua na formação, crescimento e funcionamento do cérebro. Como este órgão começa a ser estruturado ainda no útero, é imprescindível o consumo logo nas primeiras semanas de gravidez. Ele atua diretamente na proteção das células nervosas, logo, a necessidade de ingerir alimentos com esta substância é recomendada para adultos e crianças.

Uma pesquisa da Universidade de Kansas (EUA) mostrou que bebês de mães que consumiram DHA durante a gravidez tinham menos chances de nascer prematuros ou com baixo peso, fatores que podem comprometer seu desenvolvimento. Os resultados são referentes aos primeiros cinco anos de análises (de um total de dez) de um grande estudo que pretende comprovar a eficácia do DHA no que diz respeito ao desenvolvimento da inteligência das crianças. Existem cápsulas de ômega 3 desenvolvidas especialmente para gestantes, com registro na Anvisa. Opte por elas se o obstetra indicar e fique atento à quantidade: devem ter, no mínimo, 100 mg de DHA por grama.

No Brasil, tudo isso ainda é muito recente. Mas, lá fora, o DHA já é considerado essencial para o desenvolvimento infantil. A European Food Safety Authority (EFSA) aprovou, em maio de 2011, que três frases de saúde relativas ao DHA fossem impressas nos rótulos de alimentos fonte ou enriquecidos: “a ingestão de DHA contribui para o desenvolvimento de crianças com idade até 12 meses”; “a ingestão materna de DHA contribui para o desenvolvimento normal da visão do feto e de crianças amamentadas”; e “a ingestão materna de DHA contribui para o desenvolvimento normal do cérebro do feto e de crianças amamentadas.”

* com informações da Crescer e ABRAN – Associação Brasileira de Nutrologia.

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